sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Maratona de Roma


MARATONA 2016: 16 DE ABRIL
- site oficial: http://www.maratonadiroma.it/?lang=en
- Inscrições: https://mymdr.it/?!e/=/en/ 
"Corre, Luli, corre!"
post dedicado à Luli, amiga maratoneta de Ribeirão Preto

Interior do Coliseu

A Maratona de Roma é uma corrida a pé de comprimento padrão com largada e chegada na Via dei Fori Imperiali. O percurso 2014 ainda não foi anunciado no site oficial, aqui vai uma panorâmica geral da Maratona de Roma.

New Balance 890 V4 que será lançado em Março de 2014 para a Maratona de Roma (ainda não foi anunciado em qual loja -> aqui uma panorâmica completa das lojas de Roma, inclusive a Footlocker, famosa pelos tênis)

O percurso é plano na sua maior parte plano (70%) e atravessa o centro histórico de Roma. Prossegue em direção ao Rio Tibre, passa pela Mesquita de Roma ao norte e pela Basílica de São Paulo Fora dos Muros, ao sul. Dado o grande número de atletas que participam, é considerado o evento esportivo mais frequentado da Itália. A primeira edição da prova, em sua forma atual, foi realizada em 1995.

O comprimento de uma maratona foi fixado em 42 km 195m pela IAAF em 1921. O percurso de Roma tem quotas de altitude que se mantêm entre 5 e 12 m sobre o nível do mar, e a temperatura é excelente, em torno a 5ºC e 17ºC, no final de Março.

A cada 5 km existem juízes; os tempos são cronometrados através de um chip colocado atrás dos números de cada corredor.

O início é na Via dei Fori Imperiali, uma avenida muito larga e que permite conter os muitos participantes, sem congestionamento. Depois os atletas passam por Piazza Venezia e descem a Via del Teatro Marcello, até à Bocca della Verità. Segue-se uma subida ao longo do majestoso Circo Máximo, Aventino e Pirâmide de Céstia. Passa-se por Testaccio.

Bocca della Verità - Igreja de Santa Maria in Cosmedin

A rota segue pelo Tibre ao norte do Porto de Ripetta, até chegar à Ponte Cavour, atravessando o Borgo Mazzini, um bairro novo e arborizado, do período da unificação da Itália. Depois de passar pela grande Piazza Cavour, se vá de novo em direção ao sul, direção Castel Sant'Angelo para pegar a via da Conciliação, que é já considerada extraterritorial, isto é, que pertence ao estado Vaticano (e acaba na frente da Basílica de São Pedro).

A partir daqui começa um trecho com menos história: o caminho de volta para o norte ao longo da Via Bastioni, Via della Giuliana, Piazza Mazzini para chegar novamente à altura do Rio Tibre-Oberdan. Logo se chega à ciclovia que fica às margens do rio Tibre!

No 13ºkm tem uma leve subida, onde se deixa o rio, para passar na frente do Foro Itálico, também chamado Foro di Mussolini (enorme complexo poliesportivo, inaugurado em 1932, onde foi realizada a Olimpíada de 1960).

Ponte e Castel Sant'Angelo

Os corredores de maratona voltam a rumar pro nordeste para encarar mais uma pequena subida, cruzar um trecho do anel viário ao leste de Roma, e entrar no Viale Tor di Quinto e depois na Avenida do Foro Itálico. No 18º km entra-se no Viale della Moschea, uma descida de 450m, que corre ao longo da histórica mesquita de Roma, para chegar no 20º km, ao longo da Via dei Campi Sportivi.

A Pirâmide Cestia, vista do interior do Cemitério Acatólico ou Protestante

O percurso segue para a Aqua Acetosa, para depois retornar ao Tibre e alí seguir o rio por um longo trecho. O 25º km passa pela passagem Ripetta (onde existiu o Porto de Ripetta, que recebia originalmente madeira, carvão e vinho), para subir pela "Calçada da Ripetta". O 27º km volta a ter muita história e entra de novo no centro, onde as ruas são estreitas, com a urbanização visionária do Papa Sisto V. Aqui, você vai correr nos pontos mais interessantes da capital: Piazza Navona , Panteão, Piazza Venezia retorno à Via del Corso, que vai direto à Piazza del Popolo ao norte, rumo ao 30º km.

Vista do alto do Castel Sant'Angelo, com as queridas de Americana

Retorna-se pela Via del Babuino, que leva à teatral Piazza di Spagna, com a igreja Trinità dei Monti ao alto, ruas menores que contornam a famosa Fontana di Trevi, sobre os paralelepípedos:ceste último é o trecho mais acidentado da maratona - não só o mais pitoresco! Depois retorna-se à Piazza Venezia e se traça por 3km o caminho inicial, Teatro de Marcelo, Circus Máximo e Pirâmide.

Após o 35º km, continua-se em direção ao sul pela Via Ostiense, para contornar a Basílica de São Paulo Fora dos Muros(37 km), e voltar a rumar norte pela Via Ostiense. Diz-se que aqui começa a parte mais técnica: os atletas enfrentam uma escalada que os leva ao Monte Aventino (40 º km), para logo em seguida iniciar uma descida suave de 360m de comprimento pela linda e arborizada avenida Viale Aventino.

Depois da avenida de San Gregorio, com o monte Palatino no alto e o Arco de Constantino, encontramos a subida mais difícil do percurso, com a curva que abraça o Coliseu, e que leva novamente ao Viale dei Fori Imperiali, ao final.

Naturalmente eu proporia uma série de mudanças neste percurso :), como por exemplo em forma de cruz grega, como se fosse uma basílica, de modo que se pudesse apreciar os quatro lados da cidade: Norte, Sul, Leste e Oeste. Muito provavelmente isto teria consequências à organização que nem posso imaginar - por isso fico quieta no meu canto e ofereço passeios a pé, mas sem correr!

Se você ficou entusiasmado com o roteiro, inscreva-se para correr, mas não siga a pé com esta descrição, pois sem a proteção da organização da maratona, este percurso não é nem um pouco adequado para ser feito!

Alexandre, maratonista de Ribeirão Preto, correu em 2013 e trouxe a família inteira para Roma!

Site oficial da Maratona de Roma: http://www.maratonadiroma.it/

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Onze Restaurantes Top em Roma

"Depois de um bom almoço, podemos perdoar qualquer pessoa, 
até mesmo os nossos parentes."
Oscar Wilde


Come-se muito bem em Roma, entretanto é muito difícil dar sugestões, pois são tantos os detalhes envolvidos em uma refeição, que um restaurante que adoro pode não ser apreciado por você. 

O que posso dizer com certeza é que meu paladar foi muito bem exercitado nos últimos 15 anos: não como comida congelada e não aconselho lugares onde os doces são industrializados; tem que ser tudo feito na raça! Outra coisa, tendo a desaconselhar restaurantes famosos durante os anos '70-'80 (tem um em particular que sempre me perguntam, mas não vou mencionar nenhum aqui), pois como diz o ditado "quem faz a fama"... 

Faz muito tempo que gostaria de escrever alguma coisa sobre gorjetas na Itália e acho que combina com este post. Já vi muitas recomendações de agências aos clientes, onde está escrito que "a Itália não é como os Estados Unidos", por isso não precisa deixar gorjeta. Errado. O brasileiro está chegando aos poucos aqui e aos poucos o italiano está conhecendo o seu caráter. Se quiser ser amado como os americanos o são (é muito melhor ser amado do que ver o prestador de serviços torcer o nariz pela sua nacionalidade), é necessário deixar gorjeta: 10% nos restaurantes é o mínimo para inciar uma boa relação. Aos motoristas que fizerem os transfers, aos funcionários de hotel e até mesmo às guias, a gorjeta nunca é demais e vai ajudar a fazer a fama do brasileiro como um povo 'generoso', e podemos assim esperar um dia que sejamos amados na Itália. 

Quanto à questão da gorjeta, nunca vem incluida na conta, como no Brasil. Se deixarem 10%, está de bom tamanho. Se o serviço tiver sido excelente, os garçons vão ficar felizes de ganharem um pouquinho a mais!



PEIXE / PASTA:

La Rosetta - chef Massimo Riccioli, conheço-o pessoalmente, é uma estrela internacional. Aproveitem para experimentar o melhor vinho branco do mundo, que ele tem e apreça: O Gravner Breg 
Via Della Rosetta 8/9
Horário abertura: todos os dias almoço e jantar 
Reservas pelo telefone: +39 06 68.61.002 - +39 06 68.30.88.41
Ou por email:  booking@larosetta.com

Osteria Der Belli
Piazza di Sant'Apollonia, 11 
Tel.: +39 06 580 3782

CARNE / PASTA:

Angelina A Testaccio
Via Galvani, 24A  
Tel.: 06 5728 3840
Aberto todos os dias para o jantar a partir das 20:00h  -
Aperitivo no terraço a partir das 18.00 
Brunch aos Domingos, a partir de Outubro
A partir de Setembro abertos também para o almoço de 2a à sábado

COZINHA ITALIANA:

La Tartaruga Cantina
Via del Monte della Farina 53
Tel.: 06 686-9473
Fechado aos Domingos

Papà Giovanni
Especialidades com tartufo
Via dei Sardi, 2-6
Tel: 06 68 65 308
Fechado aos Domingos

Trattoria Da Gildo - a minha preferida em Trastevere
Via della Scala, 31. 
Aberto para almoço e jantar; dia do repouso semanal: quintas-feiras. 
Sextas-feiras, fins-de-semana e feriados aconselhamos a reservar. Mesas na rua. 
Tel. 06-5800733. Falem com Caterina ou Leonora!

Paris
Piazza San Callisto, 7a
Almoço: das 12:30h às 15:00h
Jantar: 19:30 às 23:0h 
Fecho: 2as no almoço
Infos e reservas: 06.5815378
Mesas ao ar livre.

COZINHA INTERNACIONAL:

Imago Restaurant (Michelin)
Piazza Trinita dei Monti 6
Tel. +39 06 69934726 Fax. +39 06 6789991 E-mail: imago@hotelhassler.it
Horários: das 19:00 às 22:30, todos os dias
Terno obrigatório para os homens.


Ristorante I Sofa' di Via Giulia & Roof Top Restaurant
Cozinha internacional, italiana e bistrot
Via Giulia 62
Tel.: 06 686611

La Pergola
Rome Cavalieri, Waldorf Astoria Hotels & Resorts
Via Alberto Cadlolo 101
Tel: 06 3509 1
De 3as aos sábados: das 19:30h às 23.30h
Terno obrigatório para os homens.

e last but not least, para quem não come carne, experimente o

VEGETARIANO :

Margutta RistorArte desde 1979
Via Margutta 118

Almoço: das 12:30h às 15:30h

Jantar: 19:30 às 23:30h 

Tel.: 06 32650577

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Bate-e-volta à Capri

Adiciono mais uma excursão bate-e-volta para quem vem com tempo à Roma (ou está hospedado em Nápoles): Capri.

Capri é uma ilha onde podemos chegar através de vários portos: de Nápoles, Sorrento, etc. Ideal é fazer esta excursão a partir de Nápoles, para quem está conhecendo a magnífica "Campania", que é como se chama a região das cidades de Nápoles, Pompéia, Capri, Amalfi, Sorrento, Herculano, Paestum, Campi Flegrei...
A partir de Roma é uma excursão aconselhada para grupos ou famílias jovens, com muita vontade de passar 3h de estrada para ir e o mesmo para voltar - que, para nós que moramos aqui são várias horas, considerando que a partir do porto de Nápoles pega-se o hidrofoil para chegar em Capri e tudo isso envolve uma logística que envolve bastante tempo. Dito isso, vou mostrar aqui as fotos de um bate e volta com um grupo de meninas super-animadas de Vitória que fizemos em 2014.

Fretei um microônibus particular pras amigas da Catarina, e lá fomos! 

Vista do mar em Capri
                                            foto de David Pritchard                                                      

Primeiramente vale a pena esclarecer que Capri não é uma praia, mas uma ilha! Não é realístico pensar e fazer um tour "rapidinho" à Capri e depois fazer a Costiera Amalfitana, etc. Para chegar  à Capri é necessário contar com o hidrofoil que parte do porto de Nápoles, com horários mais ou menos regulares, e o mesmo para o retorno!


Onde fica Capri: mapa.
Veja a distância da ilha de Capri em relação à Nápoles

Para quem está em Roma, é passeio que dura o dia inteiro, para curtir.

O nosso percurso em português oferece uma panorâmica do centro histórico a partir da Piazzetta, Jardins de Augusto, o jardim do monastério de São Tiago, e o mirante de Tragara


Propomos também um passeio de barco que dura uma hora para admirar a paisagem marinha maravilhosa desta região, onde vemos a gruta branca, gruta verde e a gruta do coral



Capri com guia em portugues
Eu e o grandioso capitão que nos levou para o passeio ao redor da ilha!

Saindo com o nosso capitão!
A habilidade do capitão nos permite de entrar em marcha ré dentro das grutas para apreciar as formações rochosas e apreciar a cor da água


Nosso grupo em barco, passeando em Capri
Obviamente as meninas adoraram!

Os famosos "faraglioni" em Capri
O famoso Faraglione, foto de Birnardo dos Jardins de Augusto

Vista de gruta em Capri, com o mar azul!
Passeio de barco para ver as grutas, foto de Pablo Monteagudo

Espuma do nosso barco no mar de Capri
A espuma do nosso motor deixando os rochedos maciços para trás!

Mais uma gruta visitada no nosso passeio de barco à Capri
Gruta do coral, foto de Gema Merina

Quem tiver a possibilidade de passar um ou dois dias na ilha e nadar (como na foto aqui embaixo), pode se considerar uma pessoa de muita sorte! Ver toda essa água é muito inspirador, o primeiro instinto é cair nela na hora, coisa que não podemos fazer num passeio de um dia, infelizmente!

Capri com guia em portugues
Duas crianças nadando atrás de rochedos


Jardins de Augusto, passeio em Capri
Jardins de Augusto, de ho visto Nina volare

Nosso grupo e eu em Capri
Foto do nosso grupo super-feliz dos Jardins de Augusto, com vista para os "Faraglioni"

A visita à Capri pode ser feita a partir de Nápoles, cruzeiros estacionados no porto, ou Roma (naturalmente é muito prático visitar Capri a partir de Sorrento e Amalfi).

O ideal é reservar um dia inteiro para esta excursão, pois com o hydrofoil o horário da excursão é muito elástico, pois depende de várias condições: se têm muitos cruzeiros estacionados, se é alta estação...  Pompei/Capri é um clássico, mas eu, pessoalmente desaconselho esta correria - não é pensável conhecer tudo em uma ou duas viagens, por isso a melhor coisa é tranquilizar-se em relação ao tempo e escolher sabendo que vai ter que voltar pra ver o resto!

A maior parte dos passeios na Itália não são feitos para ser vistos correndo, pois são como a maravilhosa comida mediterrânea, devem ser sa-bo-re-a-dos.


Vista do mar de Capri
Foto de Luca Di Ciaccio

A ilha é famosa por várias razões. A característica mais peculiar à ela são as cavernas que se formaram no seu perímetro, sobretudo pela sua diversidade.
Os imperadores Tibério e Augusto passaram muito tempo aqui, até Calígola veio à ilha quando era jovem.

Muitas vezes a famosa Gruta Azul está fechada, seja pelo vento, seja pelo mar bravo. Não se desanime, pois o passeio ao redor da ilha é maravilhoso, e voce vai ficar super  satisfeito  de ter vindo até aqui mesmo assim.

Ruas de comércio em Capri

Reserve tempo para comer com vista! A baía de Nápoles é encantadora, com Sorrento à direita e Procida à esquerda, por isso aconselho aproveitar cada minuto! Se você comer peixe, vai se sentir em casa; se for vegetariano, vai ter alternativas como a famosa salada grega, com queijo de cabra e cebola de Tropea, ou as verduras grelhadas que salvam os vegetarianos em várias ocasiões!

Aconselho a focaccia antes de iniciar; um branco "della casa" pode dar conta do recado, se não entender de vinhos ou não quiser gastar tanto.

Eu trouxe um monóculo e confesso que apesar do peso na (enorme) bolsa também é  recompensado cada minuto, pois chegar nos Jardins de Augusto (onde a entrada custa €1) e observar os rochedos, a vegetação e a água com ele é um luxo!

Hotel em Capri, centro histórico

Até os gatos da ilha são dóceis, e famosos pelo seu caráter. São lindos de verdade!

Gato em rua de comércio , passeio em Capri
Gato maravilhoso e simpático!

Eu comi no Capris, e achei muito boa a salada, além da vista privilegiada!

Restaurante em Capri com vista
Focaccia típica napoletana 

Passeio e almoço em restaurante com a gente em Capri
Meus colegas foram de Isalata di Mare


Opção vegetariana em Capri, passeio com guia
Eu fiquei com a opção vegetariana: Isalata Greca

Uma coisa muito especial de Capri são os perfumes da Carthusia, que existe desde 1948, com uma lenda que volta ao tempo, no ano de 1380, quando Giovanna D'Angiò veio à ilha e um padre preparou perfumes com flores da ilha para recebê-la - vale um pulo e umas comprinhas um lugar tão especial!

Perfume de Capri
Entrada da Carthusia

Uma outra coisa típica da ilha são os limões, que quando crescem podem atingir o tamanho de uma romã que a gente tem que segurar com duas mãos! Todos os produtos da ilha que contém limão são genuínos, sem agrotóxicos e deliciosos! Experimente a granita... e com esta vista maravilhosa, quero ver se no dia seguinte não vai acordar pensado que tudo o que viveu foi um sonho!

Eu, tomando granita de Limão em Capri!
Eu e minha granita de limão.
Passeios em Capri com guia em português, reserve o seu:
(guias em Pompei e Nápoles)

Restaurante Capris
Via Roma, 38 - 80073 Capri
Tel +39 081.837.7108

Carthusia, perfumaria histórica de Capri
Factory: Viale Matteotti, 2d - Capri
Showroom: Via Federico Serena, 28 - Capri
Via Camerelle, 10 - Capri
Anacapri: Viale Axel Munthe, 26
Sorrento: Corso Italia, 117
Aeroporto Capodichino - Napoli
Via della Tartana SNC - Positano

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Os Museus Vaticanos

Os Museus Vaticanos são um grupo de museus com uma das maiores e mais preciosas coleções de arte do mundo, iniciada em 1506 pelo Papa Júlio II. A Capela Sistina e os apartamentos papais fazem parte dos Museus e podem ser visitados pelo público, que gira em torno a 5 milhões de visitantes por ano; depois dos Uffizi de Firenze, é o conjunto de museus mais visitados na penísula italiana.

Clique aqui para ver como funciona uma visita básica aos Museus Vaticanos com guia privada e comentários de quem já fez: http://guiaderoma.blogspot.de/2011/09/museu-vaticano-capela-sistina-e.html.

Alegoria do Rio Nilo

Tudo começou com a compra de uma escultura, o grupo Laocoonte, que foi encontrado em um vinhedo perto da Basílica de Santa Maria Maggiore. Apenas um mês depois da aquisição desta escultura, ela já estava esposta ao público no que chamamos hoje de Pátio Octagonal.

Detalhe da mão segurando o trigo, símbolo da fertilidade do Rio, Alegoria do Rio Nilo

Detalhe de crianças brincando com jacaré, Alegoria do Rio Nilo

A partir daí a coleção se enriqueceu com infinitas obras que iam sendo achadas nas antigas vilas romanas, na Toscana, e diversos Papas construíram espaços para acolher a majestosa coleção. Os Papas Clemente XIV (1769-1774) e Pio VI (1775-1799) deram um grande impulso aos espaços espositivos, com a criação do Museu Pio-Clementino.

Eu, feliz da vida, visitando as oficinas de restauro dos Museus Vaticanos em 2009

Lousa com desenhos de restauradores, oficinas de restauro dos Museu: que experiência maravilhosa, obrigada Stefano!

 Um "Bom Pastor" sendo restaurado nas oficinas dos Museus

Pio VII (1800-1823) aumentou a coleção clássica, construindo o Museu Chiaramonti e o Braccio Nuovo, adicionando obras epigráficas na Galleria Lapidária.

Gregorio XVI (1831-1846) fundou o Museu Etrusco em 1837 com achados das escavações de 1928 no sul da Toscana (etrúria meridional) e o Museu Egípcio em 1839, com peças já existentes na coleção vaticana, outras dos Museus Capitolinos, além de peças da coleção do Museu Profano Lateranense (1844), que contavam com estátuas, baixo-relevos e mosaicos romanos que não tinham lugar no Palácio Vaticano.
Pio IX (1846-1878) adicionou ao Museu Profano Lateranense o Museu Cristiano, com esculturas cristãs antigas, sarcófagos e inscrições.

Deus Mitra, escultura na frente da galeria com os animais

San Pio X (1903-1914) criou o Lapidário Hebraico em 1910, uma seção do museu que possui quase 150 inscrições antigas provenientes de cemitérios hebraicos antigos em Roma, a maior parte das peças veio do cemitério da rua Portuense, doadas pelo proprietário do terreno, os marqueses Pellegrini-Quarantotti. Estas últimas coleções Museo Gregoriano Profano, Museo Pio Cristiano e Lapidário Ebraico foram transportadas por ordem de João XXIII (1958-1963) do Palácio Lateranense a um edifício que foi contruído para ser integrado aos Museus no Vaticano e desde  1970 são abertos ao público.


No Ano Santo 2000, a antiga entrada dos Museus (de 1932) foi transformada na saída, e a nova entrada foi aberta em um muro construído a 90º da antiga entrada.

Em 2006 os Museus Vaticanos comemoraram o seu 500º aniversário com a abertura ao público da Necrópole Vaticana .

Coluna de alabastro, no Patio Octagonal

A composição dos Museus Vaticanos:

- Pinacoteca Vaticana: originalmente ocupava o espaço do Apartamento de Papa Borgia, até que o Papa  Pio XI mandou construir um espaço para esta coleção, realizado pelo arquiteto Luca Beltrami. O museu contém obras de pintores como Giotto, Leonardo, Raffaello e Caravaggio.

A coleção de arte religiosa moderna: contém obras de: Francis Bacon, Carlo Carrà, Marc Chagall, Salvador Dalí, Giorgio de Chirico, Felice Mina, Paul Gauguin, Wassily Kandinsky, Henri Matisse e Vincent van Gogh.

Diana de Éfeso

- Museu Pio-Clementino: Fundado por Papa Clemente XIV em 1771, destinado a abrigar obras antigas e renascimentais. Museu e coleção foram aumentados pelo Papa Pio VI. Hoje podemos apreciar obras de esculturas gregas e romanas.

O Pátio com a Pinha

 - Museu Missionário-etonológico: Fundado por Pio XI em 1926, abriga obras de caráter religioso provenientes do mundo inteiro; é composto, na sua maior parte, por doações feitas ao Papa.

 - Museu Gregoriano-egípcio: Fundado por Papa Gregório XVI, abriga uma enorme coleção de achados do antigo Egito: papiros, múmias, o famoso Livro dos Mortos e a Coleção Grassi.

Leão egípcio, no Pátio da Pinha

A coleção Grassi foi comprada da viúva de Carlo Grassi em 1950 e compreende quase 300 peças de achados islâmicos: objetos em cerâmica, vidro, pedra e metais. A maior parte destes objetos é de origem egípcia, mas muitos vêm do Iran. A data de produção de vários objetos desta coleção é classificada entre os séculos VIII e X.

  - Museu Gregoriano-etrusco: Também fundado por Gregório XVI em 1983, este museu possui 8 galerias e abriga achados importantes da civilização etrusca, provenientes de escavos arqueológicos: vasos, sarcófagos, esculturas em bronze e a famosa Coleção Gugliemini.

Guia dando explicações em português na Galeria dos Tapetes

A coleção Guglielmini foi formada no século XIX, em consequência das escavações arqueológicas em Vulci, organizados pelos marqueses Guglielmi. Posteriormente a coleção foi dividida entre os irmãos Giacinto e Giulio Guglielmi, e parcialmente comprada pelos Museus em 1987.
Em 1994 os Museus compraram a inteira coleção, que é composta por 494 objetos que vão da época villanoviana até à época helenística.

 - Museu Pio Cristiano

- Museu Gregoriano Profano

- Pavilhão das carroças: contém alguns dos veículos com os quais os papas se moviam no passado; faz parte do Museu Histórico do Vaticano, cuja sede principal se encontra no Palácio Laterano.

- Museu Filatélico e Numismático

- Museu da biblioteca Apostólica Vaticana

 - Museu Chiaramonti: museu com o nome do Papa Pio VII Chiaramonti que o fundou no início do século XIX. É composto por uma grande arcada onde estão espostas aos lados numerosas esculturas, sarcófagos e frisos. A nova ala, o Braccio Nuovo, foi contruida pelo arquiteto Raphael Stern (1774–1820) e abriga os célebres "Augusto di Prima Porta", e Doríforo (cópia de original de Policleto). Aqui também podemos ver a Alegoria do Rio Nilo, que usei para ilustrar este post.

Uma outra parte do Museu Chiaramonti é a Galeria Lapidaria, que contém mais de 3000 peças de pedras com inscrições, o que faz deste museu a maior coleção de manufaturas deste tipo. Esta ala é aberta somente a pesquisadores, sob solicitação.

Enquanto escrevo estas linhas, este Museu se encontra fechado para restauro, sem previsão para abertura.


Aqui uma foto dos trabalhos de restauro do mosaico do pavimento, que tive o prazer de presenciar no dia da minha visita

-  Palácios Vaticanos

- As Galerias
Galleria Lapidária, Braccio Nuovo, Galleria dei Candelabri, Galleria degli Arazzi (Tapetes realizados na Bélgica a partir de desenhos de Rafael), Galleria dos Mapas.

- As Capelas
Sistina, Niccolina, de Urbano VIII.

Post sobre o teto da Capela Sistinahttp://guiaderoma.blogspot.de/2012/02/maravilha-capela-sistina-de.html

Post sobre as paredes da Capela Sistinahttp://guiaderoma.blogspot.de/2012/02/as-paredes-da-capela-sistina.html

- As Salas
Da Biga, Apartamentos de São Pio V, Sala Sobieski, Sala da Imaculada Conceição, Salas de Rafaelo, Loggia de Rafaelo, Sala dos Chiaroscuri, Apartamento do Papa Borgia.

Espero de ter dado uma boa ideia da complexidade dos Museus Vaticanos. É aconselhável ter uma boa guia que apresente o percurso básico da coleção, ou que possa fazer um percurso sob medida, para quem já esteve aqui várias vezes.

Guia, com um grupo de 10 amigas de Maceió, em 2011

Endereço dos Museus Vaticanos: Viale Vaticano, 6 - 00120 Città del Vaticano

Meios de transporte: De Termini: Linha A (vermelha), parada "Ottaviano" (direção Battistini); Ônibus nº 23.

Abertura dos Museus Vaticanos: de 2a a Sábado, das 09 às 18 (é obrigatório sair do Museu meia hora antes do fecho).
O Museu estará fechado nos seguintes dias:
Janeiro 1, 6
Fevereiro, 11
Março 19
Abril 20, 21, 27
Maio 1
Junho 29 (Santos Pedro e Paulo)
Agosto 14, 15
Novembro 1
Dezembro 25, 26 


Custo dos tickets dos Museus Vaticanos: Adultos € 16,00; menores de 18 anos: € 8,00 - quando se aquista os tickets para pular a fila, adicionam-se € 4 por ticket. Vale a pena.
 
Compra de tickets on line: http://biglietteriamusei.vatican.va/musei/tickets/index.html

Recomendações para visitar os Museus Vaticanos: Vista-se com os joelhos (bermudas e saias abaixo dos joelhos no verão) e ombros cobertos. Se estiver muito calor, tenha sempre um lenço na bolsa. Não leve bolsas grandes ou mochilas, pois às vezes não têm problema nenhum, mas às vezes nos obrigam a deixá-las no guarda volumes.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Basílica São Paulo Fora dos Muros

"Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse Amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine."
Apóstolo Paulo, Capítolo XIII, Epístola aos Corintos

A fachada, depois da reconstrução do incêndio de 1823, foto de Cristiano

Esta basílica (em italiano San Paolo fuori le Mura, em latim Sancti Pauli extra muros deve seu nome ao fato de estar fora dos muros aurelianos (o muro que protegia a antiga cidade, construído em ~275 d.C.) e ao fato de conter o corpo do Apóstolo Paulo, que chegou em Roma no ano de 61 d.C., e sofreu seu martírio em 67 d.C., na "palude Salvia", a menos de 2 quilômetros da basílica.


São Paulo com a espada no pátio da frente de São Paulo Fora dos Muros

As janelas de alabastro filtram a luz, criando uma atmosfera mística, São Paulo Fora dos Muros

O lugar onde hoje vemos a basílica era uma antiga necrópole romana e ali foi depositado o seu corpo, o mesmo que aconteceu com o corpo do Apóstolo Pedro.

Dado que a partir da morte de Paulo a sua tumba tinha se transformado em um lugar de culto, o Imperador Constantino mandou aumentar a Basílica, de modo que pudesse receber dignamente os tantos peregrinos que aqui vinham em peregrinação.

É importante ver esta igreja, pois ela nos permite ter uma visão do que deve ter sido a antiga basílica de São Pedro (também chamada de Basílica Constantiniana), antes que seus alicerces cedessem e o Papa Júlio II iniciasse a construção da nova basílica, em 1506.


A nave central, foto de Cristiano

A superfície da basílica de cinco naves conta com as dimensões de 131,66 m de comprimento, 65 m de largura e 30m de altura e perde somente para a Basílica de São Pedro! A sua estrutura é sustentada por uma verdadeira "floresta" de colunas de granito, 80 no total.

Do IVº ao VIIIº século

Durante os séculos, os Papas nunca pararam de decorá-la e embelezá-la. Leão, o Grande (440-661) mandou realizar mosaicos no Arco do Trinfo, restruturar o teto; foi ele que mandou iniciar a série de retratos dos papas, tradição mantida até hoje, outra razão pela qual esta igreja é famosa. São 265 os retratos dos Papas que adornam o alto das naves e dos transeptos.

No século VI, o Papa Simmaco mandou construir um habitáculo para receber os peregrinos mais pobres. Desde o Papa Gregório II (715-731) temos a presença fixa de monges beneditinos nesta basílica; Leão III (795-816) mandou consertar os danos causados após o terremoto de 801.

São Paulo com sua espada, foto de Cristiano

Do IXº ao XIº século
O Papa João VII (872-882) mandou erguer a cinta murária para proteger a basílica e a sua abadia e Gregório VII (pontificado de 1073-1085), que tinha sido abate aqui antes de se tornar Papa, mandou elevar o piso do transepto e construir um campanário (destruído no século XIX), além da maravilhosa porta de entrada, composta por 54 painéis de prata.

Altar, foto de Cristiano

No século XIII a basílica se enriqueceu muito de obras de arte. Papa Honório III (1216-1227) mandou reconstruir o mosaico da abside (de 12 metros de altura por 24 de largura) e em 1285 Arnolfo di Cambio construiu o maravilhoso cibório:

Cibório de Arnolfo di Cambio, fotos minhas

O famoso pátio:

Pátio, Basílica São Paulo Fuori Le Mura, foto minha

Pátio, Basílica São Paulo Fuori Le Mura, foto minha

Detalhe de coluna do Pátio da Basílica São Paulo Fuori Le Mura, foto minha

Neste século também foi realizado o candelabro pascoal de 6m, em mármore, inspirado pelos  antigos sarcófagos romanos, com incisões de histórias do Novo Testamento.

Papa Francesco, foto de Cristiano

A partir do século XIV, com a volta da comemoração dos jubileus, a sua fama aumentou e muitos peregrinos têm vindo visitar a igreja desde então.
Gregório XIII  mandou construir o balaústre ao redor da tumba do santo e em 1600, Clemente VIII mandou elevar o altar maior. Em 1625 Urbano VIII financiou com o grande arquiteto Carlo Maderno a restruturação da Capela de São Lourenço.

No ano santo de 1725, Bento XIII pediu ao arquiteto Antonio Canevari para construir um novo  pórtico; além disso ele construiu a Capela do Crucifixo para expor o crucifixo em madeira policromática do florentino Tino da Caimano, do século XIV. Ainda hoje podemos ver nesta capela um mosaico do século XIII, bem como uma estátua-relíquia de São Paulo em madeira policromática que "sobreviveram" o incêndio de 1823.

Pátio, Basílica São Paulo Fuori Le Mura, foto minha

O incêndio de 1823  
Na noite entre 15 e 16 de Julho de 1823 um incêndio devastou a basílica, deixando em pé apenas o cibório e alguns mosaicos; o transepto ficou em pé por milagre. O Papa Leão XII se encarregou do enorme trabalho de restauro, com grande ajuda internacional: o czar Nicolau I doou blocos de lápis lázuli e malaquita, que foram utilizadas para decorar o transepto e o rei Fouad I do Egito  doou colunas e alabastro, com o qual fizeram as janelas, que filtram a luz e doam à esta basílica uma incrível atmosfera mística.

Em 1854, o Papa Pio IX consagrou a "nova" basílica em presença de vários cardeais e bispos que tinham vindo à Roma para a proclamação do Dogma da Imaculada Conceição.

Horário de abertura da Basílica de São Paulo Fora dos Muros: 
- Abertura todos os dias das 07:00h às 18.30h, ingresso grátis.
- O pátio interno abre todos os dias das 08.00h às 18:15h, e o ingresso é de € 4,00 (meia-entrada: € 2,00).

Como chegar na Basílica de São Paulo Fora dos Muros: 
- De Termini: Parada San Paolo Fuori Le Mura, metrô B (linha azul);  do rio Tibre: ônibus nº23.