segunda-feira, 30 de maio de 2016

A arte do micromosaico

A excelência da mão de obra italiana é reconhecida no mundo inteiro, e foi assim que Megan Mahan veio para em Roma, após acabar seus estudos em História da Arte. Megan estudou “Conservação dos Bens Culturais” e Mosaico com um maestro da Escola Vaticana de Mosaico, isto é, o máximo de refinamento e técnica nesta matéria.


Como todo bom artista, Megan desenvolveu a sua personalidade artística ao longo dos anos, especialmente no campo das jóias contemporâneas, aplicando a técnica do micromosaico.


As peças em prata são desenhadas por ela mesma, que num segundo momento são preenchidas pelas microscópicas pastilhas. 

 

A fusão do vidro e criação de novas cores é uma das experiências mais mágicas que já vi e denota o alto nível da manualidade com a flama, pigmentos e tempo dos materiais envolvidos.


É um trabalho que além de competência exige muita paciência, pois a pasta vítrea utilizada pela artista é confeccionada por ela mesma e deve repousar por um inteiro ano antes de ser utilizada; naturalmente todo o seu material, o que naturalmente exige tempo pois é literalmente criado com as sas próprias mãos, que desenha, modela e realiza a fusão, mantendo viva e utilizando em modo extremamente pessoal esta técnica milenar que nasce do mosaico.

Demonstração na Associação Cultural Esthia

Megan tem uma coleção de jóias e faz trabalhos sob encomenda (como os girassóis do Van Gogh acima). Para encontrá-la em Roma e ver o seu trabalho, basta escrever um e-mail e marcar uma hora.

Demonstração na Associação Cultural Esthia

Gilbert Spaniel, Spaniel di Aguatti, 10 x15 cm

Site pessoal: www.meganmahan.com
Marque um encontro: patcarmobaltazar arroba gmail.com

domingo, 22 de maio de 2016

Palatino

Afinal o que é este Palatino que às vezes é mencionado junto com os monumentos a serem visitados nos Foros Imperiais?

Palácios Imperiais
Vista dos palácios imperiais


O Palatino é simplesmente uma das sete colinas de Roma, simplesmente a mais importante delas, pois aqui acredita-se ter vivido o fundador da cidade de Roma, no VIII século antes de Cristo, eventualmente um tal de Rômulo.

Aqueduto no Palatino
Aqueduto di água Claudia

O Palatino foi o palco de assassinatos,  foi onde  viveram os senadores que comandavam a república e sobretudo foi onde Augusto construiu a sua casa e seu templo dedicado a Apolo (agradecendo à vitória de Azio, em 32 a.C.) e onde outros imperadores viveram. No Palatino o Papa Paolo III Farnese quis construir a sua residência de verão no século XVI, mas seu desejo não foi contemplado.

Estádio de Domiciano
Caminhando no Estádio de Domiciano
Feito de matéria quase humana, em parte mito e em parte escavações que comprovam fatos importantes, como a ocupação da colina desde a Idade do Ferro, nesta colina teriam sido comemoradas festas de divindades antiquíssimas, como a deusa Pales (no fatídico 21 de Abril)  e os Lupercalia, festividade durante a qual os sacerdotes iniciavam o rito em um santuário colocado em uma gruta (o Lupercal) aos pés desta colina, onde a loba teria amamentado os míticos gêmeos ligados à fundação da cidade.

Museu ou "Antiquario" do Palatino
O Antiquário Palatino

Apesar do histórico Tácito nos contar dos muros e portões que limitavam o espaço da cidade no período da sua fundação, os arqueólogos ainda não identificaram estes muros, como o fizeram  com os Muros Servianos e os Muros Aurelianos.

Domus Flavia, Palatino
Os enormes paredões da Domus Flavia e o No Man's Land

Roma é uma cidade moderna sobre uma cidade antiga. E aqui no Palatino mais ainda, pois temos "à vista" os palácios imperiais, o "Estádio de Domiciano", fundações de templos, mansões, alas da famosa Domus Aurea de Nero e quanto mais se escava, mais se volta no tempo, até chegar nas "cabanas da aldeia arcaica" (IX século a.C.) e uma zona que nunca foi tocada pelos arqueólogos, chamada "No man's land"!

Coliseu visto do Palatino
Vista do Coliseu do Palatino

Eu, durante uma aula no Palatino
Eu, durante uma aula de 6h sobre o Palatino Imperial, em 2014...

Minha professora no Palatino
com a minha adorada professora Ornella Beltramme

O acesso ao Palatino acontece através da área arqueológica do Foro Romano, por isso este passeio de Roma Antiga é oferecido às vezes com, às vezes sem o Palatino.  Por causa da enorme extensão desta zona, para ver tudo, isto é, Coliseu, Foros Imperiais e Palatino é necessário contar com 4h.

A área da parte superior desta colina não parece grande; quando subimos para explorá-lo, tomamos uma surpresa, pois vale à pena tomar familiaridade com o local mais arcaico desta grande capital européia.

Mas se você gosta mesmo de arqueologia, não perca a oportunidade de visitar com uma guia de turismo o Teatro de Ostia Antiga e a cidade onde ele foi construido! http://guiaderoma.blogspot.it/2013/12/ostia-antica.html


Capitólio de Ostia Antiga
 Capitólio de Ostia Antiga

Endereço do Palatino:
Roma, Piazza del Colosseo ou Via di San Teodoro ou Via dei Fori Imperiali

Meios de transporte público:
Metrô: Line B parada: Colosseo
Ônibus: n.75,81,673,175,204

Bonde: n.3 - parada Piazza VVenezia

Horário de abertura do Palatino:

- 08.30 - 16.30 de 2 de Janeiro a 15 Fevereiro
- 08.30 - 17.00 de 16 Fevereiro a 15 de Março
- 08.30 - 17.30 do dia 16 ao ultimo Sábado de Março
- 08.30 - 19.15 do último Domingo de Março ao 31 de Agosto
- 08.30 - 19.00 do  1° de Setembro ao dia 30 de Setembro
- 08.30 - 18.30 do 1° de Outubro ao último Sábado de Outubro
- 08.30 - 16.30 do último Domingo de Outubro ao 31 de Dezembro
2 de Junho 13.30 - 19.15
Fechado 1 Janeiro, 25 Dezembro

Tickets para o Palatino:
Colosseo – Palatino – Foro Romano: ticket único inteiro € 12,00; meio € 7,50 ( os tickets que compro têm um acréscimo de € 2,00 para poder pular a fila na entrada, que mais do que vale a pena!).
Os tickets são válidos para o Coliseu e para a enorme área arqueológica que se chama Foro Romano ou Foro Imperial e duram 2 dias!

terça-feira, 10 de maio de 2016

Passeio noturno de limousine em Roma

Depois de visitar as maravilhas dos Museus Vaticanos, conhecer o Foro e o Coliseu, podemos organizar um passeio pela Roma iluminada em Limousine, parando em alguns dos monumentos mais famosos para fotos – tudo isso, logicamente, regado a um bom prosecco e, se quiserem, ópera ou música para dançar.

Com as amigas de noite em Limousine

Filhas da amiga em limousine

Eu e Carol, colegas de PUC-SP

Este passeio pode ser muito apreçado por jovens entre 15 e 18 anos, depois de um dia intenso, onde receberam muitas informações sobre arte e história.

Amiga e suas filhas em passeio de Limousine por Roma

Paisagens noturnas iluminadas

Filhas das amigas fotografam da limousine

O percurso é muito parecido com o que oferecemos há anos em minivan, com algumas alterações por causa do comprimento da limousine; o resultado é um passeio pelas colinas, fontes, praças e pontes monumentais de Roma: uma lembrança especial para toda a vida.

Parada no Coliseu durante o passeio de Limousine
Para orçamentos, por favor preencha o formulário aqui.

domingo, 1 de maio de 2016

Roseto da prefeitura de Roma

Imagine você que para falar de um jardim público, ou Roseto da Prefeitura de Roma, fundado nos anos '50 do século XX, é necessário voltar no tempo por mais de dois mil anos, pois no V séc. a.C. foi promulgada uma lei que permitia a construção de casas aos plebeus nesta zona, que mais precisamente é chamada de colina Aventino. Mais para trás ainda, no tempo dos reis (753 a.C. - 509 a.C.), teria existido aqui um templo dedicado à deusa Diana, erguido por Servio Tullio, o segundo rei etrusco de Roma, além de templos dedicados à muitas outras divindades, como Mercúrio e Cerere.

No período imperial esta colina foi incluida no perímetro sagrado da cidade, isto é, no pomério, e famílias abastadas vieram viver aqui e construíram mansões luxuosas, como o imperador Traiano (antes de se tornar imperador) e o imperador Adriano.

Roseto da Prefeitura


A situação mudou muito na Idade Média, quando a colina abrigou vários monastérios, além de ter terrenos cultivados, cobertos por videiras e oliveiras. A partir da segunda metade do século XVII, parte da zona do lado em frente ao Palatino se transformou na zona cultivada pelos judeus, com o cimitério da comunidade.

Roseto da prefeitura

Depois da II Guerra Mundial e destruição do primeiro roseto da prefeitura de Roma na colina chamada Colle Oppio, atrás do Coliseu, o roseto foi transferido à área antigamente ocupada pelo cemitério hebraico nos anos '50, cujas ruas foram desenhadas em forma de Menorah. Por esta razão, membros das antigas famíliass sacerdotais Cohen, Aaron, etc, são desaconselhados de entrar no roseto por ser considerado um “lugar impuro” (há uma placa na entrada com este aviso).

A forma do candelabro de 7 braços do Roseto da Prefeitura
Foto de Sara Fabrizi

O roseto conta hoje com mil e cem tipos de rosas que vieram dos quatro cantos do mundo, passando pela China, Mongólia e África do Sul. A parte superior do roseto abriga rosas antigas e modernas; na parte inferior, encontramos as rosas do “Prêmio Roma,” flores que parteciparam da premiação a partir dos anos '30, de quando o roseto ainda estava no Colle Oppio. 

Passeando pelo  Roseto da prefeitura em Roma

Entre as curiosidades deste maravilhoso jardim de Roma, encontramos a Rosa Chinensis Virdiflora, com pétalas verdes, a Rosa Chinensis Mutabilis, cujas pétalas mudam de cor no decorrer da floritura, e a Rosa Foetida, uma rosa que cheira mal!

Maravilhosa vista do Palatino do Roseto da Prefeitura em ROma

Nos anos '30 o roseto foi ideato e planejado pela Condessa Mary Gailey Senni, uma americana que se casou com um conde romano e aqui ficou, contribuindo para a beleza desta cidade eterna e eternamente maravilhosa.

Rosa Mutabilis, Roseto da PRefeitura em ROma