domingo, 18 de junho de 2017

Souvenirs alternativos em Roma

Este post é aquele que deveria ter sido escrito o mais tardar dois anos atrás, mas entre uma coisa e outra ficou sempre para depois.  Quem não gosta de comprar uma lembrança do lugar que visitou? Para isto, temos o post clássico: Souvenirs em Roma onde conto de uma loja que tem tudo (até máscara do carnaval de Veneza quiseram uma vez e eu não sabia indicar antes de conhecer esta), mas sobretudo aqui você encontra vendedoras simpaticíssimas que são brasileiras.

Adrian, da Polvere di Tempo em Trastevere

Para os mais ousados que quiserem levar alguma coisa de alternativo para casa, vou sugerir "coisas do meu canto", isto é,  Trastevere, lojas de amigos que fazem coisas realmente especiais.

"Polvere di Tempo" - a loja do Adrian em Trastevere

Anéis com a escrita Carpe Diem e relógio solar

O Adrian é um argentino simpaticíssimo e quando você entrar na loja dele pode até ser que ele esteja ouvindo Maria Rita. Arquiteto de origem italiana, Adrian hoje trabalha como artesão na sua loja, construindo mapas e clepsidras, mas, dito em um modo mais poético, ele produz com as mãos coisas que tem a ver com o espaço e tempo.

Pingentes com símbolos astrológicos

Adoro, por exemplo, o anel com o relógio solar coma escrita "Carpe Diem", que foi uma das primeiras coisas que comprei aqui, duzentos anos atrás. Uma quantidade de pingentinhos com símbolos astrológicos, pulseiras, bússolas, marca-livros com a planta baixa de praças de Roma, broches e cadernos feitos à mão são exemplos do que você poderá encontrar aqui.

Polvere di Tempo
Via del Moro, 59
das 10h às 19h

Oficina della Carta - os cadernos da Gaetana de Trastevere

A Gaetana tem a formação clássica de artesã de livros e faz cadernos maravilhosos. Caixas de presente, papel de carta, estojos, porta-retratos, canetas-tinteiro, tintas e carimbos com letras e cera para fechar cartas - como antigamente ;) . Óbvio que eu tenho o meu "P"!


Canetas-tinteiro

Carimbos personalizados

Artigos de papelaria artesã

Artigos de papelaria artesã

Oficina della Carta
Via Benedetta, 26b
das 10h às 13h - das 15.30 às 19.30h
  
Ivano Langella, ourives em Trastevere

Já pensou em comprar seu anel de noivado em Roma? E se fosse de um artesão que produz poucas peças para que seu anel ou aliança seja ainda mais especial? O Ivano oferece uma grande variedade de jóias em prata, absolutamente pagáveis e com o toque de criatividade do artesão local.

Jóias em prata de Ivano Langella

Eu tenho o "meu Coliseu" (que até rima!), mas adoro tudo o que ele faz.








Ivano Langella
Vicolo del Bologna, 14
Marcar hora no celular: +39 333 420 9100 

Na famosa feira de Campo de Fiori, existe um artesão que confecciona as próprias pulseiras de couro com nomes e frases famosas que lembram Roma, como "Veni, vidi e vici", ou "SPQR", os times de futebol da cidade ou nomes próprios, além de vender cintos de couro.




Pulseiras de couro em Campo de FIori

Esta é uma ideia de souvenir-lembrança de Roma para quem tem que levar vários presentes para sobrinhos, primos, etc.. as pulseiras são accessíveis e de excelente qualidade, além de possuir uma das principais características de Roma que é a excelência do trabalho manual.


Pulseiras de couro em Campo de Fiori

Pulseiras de couro em Campo de Fiori

Campo de Fiori (atrás da estátua do Giordano Bruno, que fica no meio da praça)
das 09h às 13h



E bons passeios na cidade eterna!

domingo, 11 de junho de 2017

Segesta, na Sicília

Área arqueológica na Sicília: SEGESTA 

 

Templo dórico na Sicília

No verão italiano a palavra de ordem é: MAR! A partir do início de Junho, em Roma o pessoal fica maluco e já começa à ir para a costa durante os fins de semana; meu preferido é a Sicília, isso já está claro para os leitores do blog, e aqui falaremos de Segesta na Sicília, um sítio arqueológico maravilhoso perto de Trapani e Alcamo (onde produzem um vinhozinho branco, que eu vou te contar....).

O lugar era ideal para construir uma cidade, pois a altura da colina constistia numa defesa natural, a terra era fértil e a chegada ao porto (hoje, Castellamare del Golfo) era "ali do lado".

lateral do templo Dórico de Segesta

Segesta é uma das áreas arqueológicas com um templo dórico conhecido pelo seu excelente estado de conservação, além de ser um lugar extremamente sugestivo. Graças à dificuldade de acesso ao templo, ele não foi utilizado como “pedreira” nos períodos sucessivos à decadência da cidade - destino infame de inúmeros templos antigos e do próprio Coliseu!

Teatro de Segesta
 

Na antiga Segesta habitavam os Elímios, um povo que acredita-se ter sido uma mistura de sicanos (autóctonos) e anatólios (estrangeiros imigrados provavelmente da Anatólia), com uma influência grega iônica . A cidade cujas ruinas vemos hoje foi provavelmente fundada após à queda de Troia, no final do II milênio a.C., período de guerras, terremotos e de consequência muitas mudanças ao mundo hegemônico de Creta.

Vista do templo de Segesta, Sicilia

Se alguém se apaixonar pelo tema, a cidade de Segesta foi mencionada por fontes antigas importantes: Tucídides e Diododoro Sículo (ou Diodoro da Sicília), Políbio, Cícero e Tácito.

Interessante também a origem do nome "Elímio", pois élymos para os gregos era um tipo di milho e "Elymoi" era o "comedor de milho" - um apelido definitivamente depreciativo.

Esta população tinha como antagonista a cidade de Selinunte. A razão principal da rixa entre as cidades era a luta pelo porto com saída para o mar Tirreno (com óbvia intenção de comerciar com os Etruscos).
Foi uma das primeiras cidades a passar para o lado dos romanos no início das Guerras Púnicas.
.

Teatro de Segesta

O que vemos hoje neste lugar com tanta história e provavelmente destruído pelos Vândalos.

O templo que vemos quando subimos o Monte Bárbaro, mais precisamente na altura de 305m sobre o nível do mar, é o templo dórico que foi construído no V séc. a.C. fora dos muros da cidade. 

Teatro de Segesta, Sicilia

Suas dimensões monumentais de aproximadamente 56x21m possuem ainda 36 colunas de pé. Interessante o que nos contam os arqueólogos, êita raça de gente inteligente: eles afirmam que a construção do templo não foi finalizada e que a estrutura foi construída de fora para dentro, e por isso não existe a “cella”, isto é, a estrutura fechada por paredes onde fica o “simulacro”, isto é, a estátua do deus ou deusa a quem é dedicado o templo.

Além disso, nem chegou-se perto do acabamento final da decoração do templo, cujas colunas ainda teriam que ter as canaluras esculpidas, para ser posteriormente coberto de branco. Imaginem:

 Templo de Segesta, Sicilia - grafica explicativa templo não acabado

Exatamente por não ter sido terminado, o templo pode ter sido salvado da destruição (também uma hipótese dos arqueólogos).

Os dois outros centros do povo Elímio eram Erice (Trapani) e Entella (Palermo). Como essas três cidades eram construídas no alto, elas podiam se comunicar através de sinais!


Vista do templo de Segesta

Um bom quilômetro de uma subidona íngreme nos leva à antiga cidade. Este trajeto pode ser feito com o ônibus, onde podemos apreciar traços dos muros de proteção da cidade e , caminhando nas antigas ruas, nos dirigimos ao antigo teatro grego, uma estrutura parecida com o que vemos em Taormina, onde o muro que fecha o teatro não existe mais (arquibancada em excelente estado de conservação!). O teatro grego (por não possuir arquibancadas que se autossustentam, mas que foram cavadas na rocha) foi restruturado e ampliado pelos romanos no I séc. a.C..
Hoje em dia é utilizado para espetáculos durante o verão.

Pasta típica da região com verdura

Verduras e pratos típicos da costa ocidental da Sicília

Lá do alto, podemos apreciar o mar entre as montanhas, imagem extremamente pitoresca e que exige de nós um grande esforço para poder imaginar como deve ter sido a cidade quando era populada!

Os edifícios e as construções que podemos apreciar hoje no sítio arqueológico de Segesta são provavelmente do tempo do tirano de Siracusa, Agátocles (361 a.C. — 289 a.C.). Durante as escavações modernas, foram desmontadas estruturas do período dos Normandos (XII séc.), e até uma mesquita! Na estratificação da cidade foi também encontrado um cemitério do XIV século!

Para mim é sempre uma emoção de grande impacto, quase religioso, poder apreciar estas cidades antigas e suas construções lindíssimas e tentar imaginar o que era a vida lá 2600 anos atrás... a Sicília é sempre a minha “Terra Prometida”.

E por que as excursões na Sicília são sempre acompanhadas de refeições inesquecíveis e, no caso da Sicília Ocidental, regadas ao vinho Bianco D'Alcamo, segue a dica de onde comer aqui perto.

A pasta acima é um strozzapreti com verduras do restaurante que fica ali perto do sítio arqueológico,  "Ristorante Mediterraneo Segesta" que fica da saída Calatafimi Segesta na estrada A29. Site: http://www.meditsegestacapolinea.it

Endereço do "Templo de Segesta"
Contrada Barbaro, 91013 Segesta, Calatafimi TP

Abertura: das 09h às 18.00h
Ingresso  € 6,00 e meia: € 3,00  

terça-feira, 30 de maio de 2017

Villa D'Este em Tivoli

Visite a Villa D'Este em Tivoli com guia em português


O cardeal de origem nobre e humanista, arcebispo de Milão a apenas 10 anos(!),  por uma brincadeira do destino nunca seria escolhido Papa em um conclave... mas Ippolito II D'Este (1509-1572) estava designado a entrar para a galeria dos imortais pois graças à sua origem e bom gosto, não poderia ter escolhido melhor lugar e arquiteto para a sua mansão em Tivoli!

Jardins da Villa D'Este


O cardeal D'Este foi nominado governador de Tivoli em 1549 e logo iniciou a comprar diversas propriedades para anexar ao antigo convento beneditino, por sua vez antiga mansão romana, com os trabalhos dirigidos pelo genial Pirro Ligorio.


Fontana do Orgao da última bacia

 Muitos papas são hoje conhecidos por nós, graças às obras de urbanística, arquitetura e arte que comissionaram no passado, como Sisto IV (que mandou construir a Capela Sistina), Júlio II (que mandou afrescar a Capela Sistina, esculpir o famoso Moisés do seu mausoléu), e assim por diante.

Ippolito D'Este, como disse antes, não chegou a ser Papa, mas hoje em dia, quando for à  Versailles ou Vaux-Le-Vicomte, deverá pensar ao grande cardeal, pois foi ele que inspirou a construção criação destas maravilhosas mansões com jardins com a sua magnífica Villa D'Este.

Fontana do órgão vista debaixo

Fonte do Órgão vista de perto
 
O sonho em forma de palácio e jardins com uma quantidade estonteante de jogos de água transformam este passeio numa experiência sensorial quase lisérgica: são 51 fontes e ninfeus com 398 chafarizes, 364 jatos, 64 quedas d'água e cascatas, 220 bacias e tanques alimentados por quase 1km de tubos hidráulicos de águas do rio Aniene e pequenos afluentes.

Essa "coreografia aquática" é coordenada por uma genial "máquina hidráulica", verdadeira obraprima que funciona exclusivamente através do princípio dos vasos comunicantes. Pirro Ligorio leu Vitrúvio e Frontino, tecnologia romana de ponta, para resolver todas as questões e planejar o lindo teatro de água.

As cem fontes de Villa D'Este

Aqui vemos a água tomar inúmeras formas: em "ebulição", "tempestade", "chuva", "raios de sol" e em outros casos é combinada ao ar para imitar cantos de pássaros e animais, trombetas ou até um órgão.

Fonte do "Ovato"


Na mansão do cardeal D'Este encontramos afrescos de "velhos conhecidos" como Cesare Nebbia e Girolamo Muziano, grandes manieristas que afrescaram salões impotantes dos Museus Vaticanos e Federico Zuccari, que conhecemos da Igreja de Jesus.

Salão da Fontana


Salão de Hércules


A decoração inteira é digna de uma visita, com destaque para a Sala Tiburtina que representa a (misteriosa) origem da cidade de Tivoli com os irmãos Tiburto, Catilo e Corace que desembarcam no Lácio.

Salão do Sacrifício de Noé

Villa D'Este, Tivoli
Piazza Trento 5
Tickets inteiro: € 8,00. Tickets reduzido: € 4,00.
Abertura: das 09.00-17h no inverno e das 08.30h às 19.45h no verão
Fecho: 01 Janeiro, 25 Dezembro e segundas feiras.
Site oficial: http://www.villadestetivoli.info
Como chegar em Tivoli com os meios de transporet: veja post sobre a Villa Adriana
De carro: A24, a aproximadamente ~35km de Roma

terça-feira, 23 de maio de 2017

Santa Pudenciana

Santa Pudenciana


Santa Pudenciana, fachada

A rua que conhecemos hoje como Via Urbana chamava-se na antiguidade Vicus Patricius exatamente pelo fato de ter construções de patrícios, isto é, de pessoas ricas da na antiga Roma.

Pérola do bairro de Monti e construída sobre termas de Novato do III séc. d.C., por sua vez construídas sobre as termas da casa do senador Pudente, no I século, esta maravilhosa e discreta igreja teria surgido onde São Pedro fundou o primeiro oratório de Roma, segundo a tradição.

O senador Pudente (ou Prudente, em português), é mencionado nas cartas de Paulo (Timóteo 2:4): 
(...)
21 Procura vir antes do inverno. Ežubulo, e Prudente, e Lino, e Cláudia, e todos os irmãos te saúdam.(...) e ainda hoje são feitos esforços pelos Historiadores do Cristianismo  para identificar com precisão a identidade de todos os personagens envolvidos nestas cartas.
Não sabe-se se o "Prudente" da carta é o dono da casa ou filho do dono da casa.

A parte dos subterrâneos infelizemnte não está ainda aberta ao público e só foram descobertas na virada do século XIX para o século XX!

Nave central Santa Pudenciana

Erguida nos IV-V séculos sob os papas Sirício I e Inocêncio I, esta igreja se apresenta a nós hoje a pelo menos 5m abaixo do nível da rua (Via Urbana), com fachada afrescada e redesenhada no século XIX e campanário do final do século XI, um dos primeiros em Roma


Mosaico absidal, Santa Pudenciana

A  relíquia da igreja seria uma tábua de madeira sobre a qual São Pedro teria rezado missa e ordenado bispos durante a sua estadia em Roma.

Capela Caetani

Admirando os mármores da Capela Caetani de Santa Pudenciana

O seu interior foi dividido em três naves em 1588 por Francesco da Volterra, inglobando as antigas colunas que vemos hoje graças ao restauro do século XX. 

Milagre Eucarístico, Santa Pudenciana
 
A nave da esquerda possui a riquíssima capela da família Caetani, com seu milagre eucarístico de marcas de óstia transformada em sangue na pequena escadaria do altar. A capela Caetani foi finalizada pelo grande Maderno – arquiteto que simplesmente realizou a fachada da basílica de São Pedro e possui uma riqueza de mármores dignas de um dicionário de mármores antigos - fica, normalmente fechada ao público, que pode observá-la através do portão de ferro.

Opus sectile, Capela Caetani

Explêndido (definitivamente um dos meus preferidos!) o mosaico da ábside do V século com o Cristo entre as santas Prassede e Pudenciana coroando Pedro e Paulo.

Via Urbana, 160
Monti - Roma
Horário de abertura: das 09.-12 e das 15 às18h

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Três tetos dos Museus Vaticanos

Galeria dos Mapas, teto

Visitar os Museus Vaticanos é uma experiência incrível, pois é uma oportunidade de passear nos palácios dos Papas, conjunto de edifícios que tem a sua origem no VI século e que adquiriram grande importância a partir do retorno dos papas de Avignon, em 1377.

Muitos afrescos dos tetos dos corredores dos papas são a grande surpresa para quem vem pela primeira vez à Roma para ver a Capela Sistina, ou as Salas de Rafael.

Galeria dos Mapas, São Francisco recebe as estigmas

Na sala dedicada a Apolo e às Musas (onde está exposto o famoso Torso do Belvedere), temos várias esculturas em mármore que vêm de diferentes mansões romanas antigas com representações de Apolo, diferentes musas inspiradoras e filósofos.

O afresco é de Tommaso Conca, que cresceu na oficina de pintura do tio, considerado um pintor caravaggescoSebastião Conca, cujos afrescos vemos em várias igrejas de Roma (Santa Cecilia, São Clemente).

Três tetos dos Museus Vaticanos

O tema dos afrescos desta sala também se referem à estórias do deus pagão, Mársia e às suas acompanhantes, em clima do Barroco tardio, anunciando o classicismo romano. Essa sala dos museus, por não ser de proporções gigantescas, é a primeira que nos envolve completamente com esculturas de valor inestimável, e dadas às suas dimensões e forma, nos convida à observar o teto com anteção.

Sala de Apolo e das Musas

Uma curiosidade é a Galeria dos Candelabros, sala dedicada ao Papa Leão XIII, descrito como “o papa da Revolução Industrial” e o primeiro que refletiu sobre a função social da instituição Igreja: aqui temos afrescos de Domenico Torti e Ludovico Seitz que representam este papa e uma máquina fotográfica, pois ele foi o primeiro papa a ser fotografado! Ééééé, os papas sempre estiveram a par dos grandes acontecimentos e não podiam deixar de registrar este fato em maneira monumental!

Galeria dos Candelabros

Galeria dos Candelabros
 
Outros afrescos que impressionam muito o visitante são os falsos relevos da Galeria das Tapeçarias, que foram realizados por ordem de Pio VI, em 1789, com alegorias do seu pontificado.

Afresco da Sala dos Candelabros, com Leão XIII

E se até aqui estamos já de boca aberta, a Galeria dos Mapas será responsável por uma das maiores emoções dos Museus, pois seu teto é decorado por uma combinação de figuras em gesso e afrescos que representam milagres que aconteceram em várias regiões da Itália, realizados por Cesare Nebbia e Girolamo Muziano, por ordem do Papa Gregório XIII Buoncompagni.

Afresco da Galeria dos Mapas

Afresco de Três tetos dos Museus Vaticanos

Certifique-se de ter um bom profissional que o acompanhe aos museus para que a sua experiência e da sua família neste lugar tão especial seja inesquecível. http://www.guiabrasileiraemroma.com.br/contato