sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Nápoles é maravilhosa

Visitar o que Nápoles tem de melhor

Quem tem avós de Nápoles ou arredores (como meus primos Loureiro) deve ter ouvido a frase “Vedere Napoli e poi morire”: isto é, depois que você tiver visto Nápoles, pode até morrer, pois não faltará nada na sua vida, é o sentido dramático-apaixonado desta afirmação. Esta frase representa perfeitamente o amor que os napolitanos tem pela sua cidade. Mas a frase, pasmen, muito provavelmente é do grande Goethe, que visitou Nápoles no século XVIII!

Capela de São Severo

O monte no qual foi fundada a cidade grega “Parthenope” no VII século a.C. já era famoso na antiguidade pela sua beleza com o Vesúvio, na perfeição deste recorte de terra banhado pelo mar.

Após a batalha contra os etruscos, a cidade viveu uma expansão que já “não cabia” mais no monte sobre o qual tinha sido fundada, e neste momento foi fundada a nova cidade, ou Nea-polis, que nós chamamos Nápoles. Hoje em dia ainda é possível ver traços da muralha grega do V séc. a.C..
 
Subterrâneos de Nápoles

Nápoles durante a dominação romana


Como a nossa Nápoles era conhecida pela natureza exuberante e pelo ótimo clima, no período da dominação romana, a antiga e importante cidade mercantil se transformou lentamente numa zona de veraneio, sobretudo na ponta do golfo conhecida hoje por Posillipo, com enormes e luxuosas (nunca esqueça que o luxo é italiano!) mansões de férias, além dos templos, teatro e foro. Neste sentido, Nápoles é como Roma: dada à sua idade, seus subterrâneos são extraordinários! 

Basílica de São Lourenço Maior
 Basílica de São Lourenço Maior e emocionante pavimento paleocristão
 
O final do império romano foi mais ou menos “o fim do mundo”, período com invasões e guerras até que se estebelecesse de novo um primeiro e delicado equilíbrio bizantino na Baixa Idade Média.
Nápoles vai sofrer uma dominação normanda (como a Sicília) a partir do XII século, vai ter a influência de Frederico II (que funda a primeira universidade estatal em 1224!!!), para depois permanecer sob domínio Angioino no século XIII, até à dominiação espanhola do século XV.

Caravaggio em Nápoles

Sucessivamente, no período período paleocristão que foram construídas basílicas e catacumbas (famosas as do santo mártir Gennaro, fora dos muros), digna de nota a Santa Restituta com cinco naves do período de Constantino.

Pietro Cavallini em Nápoles
Cavallini em Nápoles!

Isto tudo sem falar na famosa pizza, que, sim, é melhor do que todas as que você já comeu na vida!

O que ver em Nápoles ?

As igrejas de São Lourenço Maior, Santa Clara, igreja do Jesus Novo, e São Domingos Mario; a catedral da Santa Maria Assunta!
O bairro Spaccanapoli, a Capela de São Severo e o Museu Arqueológico - sobretudo se for também ver Pompéia, o Museu Arqueológico de Nápoles contém muitas preciosidades escavas nestas cidades antigas.
Se tiver mais tempo na cidade, o Castelo dell'Ovo e o Palácio Real.

Pizza em Nápoles

Este post é uma pincelada sobre esta maravilhosa e rica cidade com um grande passado e cheia de obras de arte e arquitetura que põe a pergunta “Quando irei visitar Nápoles” em vez de “Vale à pena visitar Nápoles?

Touro Farnese, escultura que vem das Termas de Caracalla de Roma

Nossos três tours básicos de Nápoles se concentram no centro-histórico; o ponto de vista pode ser o “clássico”, com as construções mais importantes, o “massônico”, ou o fantástico museu arqueológico.
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domingo, 25 de setembro de 2016

Palácio Farnese

A maravilhosa Piazza Farnese hospeda o Palácio Farnese, obra-prima do solo do Renascimento romano, realizada por Antonio da Sangallo, o Jovem, Michelangelo, Vignola e Giacomo Della Porta. É maravilhoso passear por esta praça e ver os afrescos da Sala dei Fasti.

Palácio Farnese em Roma

O majestoso edifício é dividido em três andares com portão enorme em arco de silhares almofadados. Passar por este portão nos transporta ao mundo antigo, pois naturalmente o projeto original foi inspirado pelas basílicas e enormes arcadas do Foro Romano, as colunas vêm das Termas de Caracalla; sensação impagável de viver o Renascimento e o mundo antigo, contemporâneamente.

Palácio Farnese em Roma


A Scala d'Onore nos leva ao primeiro andar, com um 'meio andar' onde estão expostos alguns sarcófagos pagãos e esculturas de navios de guerra romanos. A escadaria é quase uma cordonata que indica a grandiosidade do salão onde logo chegaremos: o Salão de Hércules. 

Palácio Farnese em Roma


Palácio Farnese em Roma


São 18m de pé direito com a enorme cópia da escultura de Glykon, cujo original está no Museu Arqueológico de Nápoles (logo mais o post sobre este fantástico museu). Nas paredes temos tapetes com desenhos de Rafael com os temas “Incendio em Borgo” e o “Papa Leão I impede Átila de entrar em Roma” (com retrato do papa Paolo III). Duas gigantescas alegorias de Guglielmo Della Porta, a “Caridade” e a “Abundânçia” adornam ambos os lados da lareira, realizada em mármores policromáticos pelo Vignola. 

City Tour particular em Roma - centro histórico  

O ambiente de trabalho do atual embaixador francês é uma coisa impressionante: a decoração do teto (provavelmente realizada por Antonio da Sangallo, considerado o mais antigo do palácio) e os afrescos de Salviati se desenvolvem em várias alegorias secundárias que comemoram os fundadores da família Farnese são um exemplo perfeito do luxo e o glamour realizados com a mais fina mão de obra que vivia em Roma no século XVI.

Palácio Farnese em Roma

O “Salão das Posses” foi afrescado somente no século XIX, mas em pleno estilo renascentista, com grotescas e paisagens de territórios de propriedades da Família Farnese.


Afrescos Palácio Farnese em Roma


O nosso percurso segue para o gabinete do cardeal Odoardo Farnese, sala chamada de “Camerino”, onde temos afrescos do século XVI com exaltações da personalidade deste personagem como “príncipe filósofo”.

Decoração Palácio Farnese em Roma

O Salão Branco foi o primeiro apoio da Cristina da Suécia em Roma, após chegar em Roma, em 1655, após à conversão ao catolicismo.
Impressionante e também digno de nota pelo luxo dos afrescos é o Salão Vermelho, com mais um maravilhoso teto em madeira esculpida, realizado no século XVI.

Decoração Palácio Farnese em Roma

A Galleria, última sala a ser visitada, é um inteiro museu e nos faz sentir como se estivéssimos nos Museus Vaticanos, em um dos corredores que leva à Capela Sistina. Afrescada pelos irmãos Carracci (com ajuda dos grandes Domenichino e Lanfranco) em pouco mais de dez anos, do ponto de vista estilístico, estes afrescos marcam o final do manierismo “cansado” de repetir a si mesmo e o início do Barroco. Os principais temas afrescados aqui são o “Triunfo do Amor Universal”, “Triunfo de Baco e Ariana” e “Polifemo e Galatea”.

Afrescos Palácio Farnese em Roma

O Palácio Farnese pode ser visitado com prévia reserva de seis meses de antecedência em italiano ou francês. 

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Site Oficial Palácio Farnese:
Endereço: Piazza Farnese, 67
Email: visite-farnese@inventerrome.com
Fax: 0039 0668601460
Reservas para visitas online: www.inventerrome.com
Telefone: 0039 06 68601

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Mitos e realidade sobre conhecer Roma

Não saberia bem dizer quando é que o Coliseu e o Vaticano ficaram famosos no mundo... imagino a partir dos anos '50-'60 com filmes americanos que foram feitos aqui e com as viagens internacionais que começaram a se tornar mais frequentes em ambientes de negócios ou de pessoas que podiam pagar este  tipo de viagem.

interior do Coliseu
Interior do Coliseu, programão para a primeira visita à Roma

Sem dúvida, chegar em Roma sem saber nada (ou muito pouco) da sua história deve ter sido uma experiência muito impactante, em iguais proporções ao seu maior monumento: o Coliseu.

Foro Traiano
 Foro de Traiano

Este monumento antigo tem capacidade estimada para entre 50.000 e 75.000 pessoas e para um viajante dos anos '50-'60-'70 deve ter sido realmente uma impressão brutal que eventualmente fazia com que estas pessoas voltassem pra casa extremamente impressionados pelas dimensões "colossais" deste monumento.

Teatro Marcello
Não confunda o Teatro Marcello com o Coliseu ;)

Se você pegar qualquer imagem na internet ou vir o mapa que está "pregado" no lado de fora do Foro Romano com a imagem da extensão do Império Romano do IV século, não pode não imaginar que se aqui era a capital deste império "mundial" que ditou regras, usos e costumes por 500 anos, famoso por construir edifícios gigantescos e aquedutos, não é matematicamente possível que tenha  somente o Coliseu para ser visto em Roma.

Capitólio de Óstia Antiga
O Capitólio na antiga cidade de Óstia

O período imperial teve seu ápice com uma capital que contava um milhão de habitantes; de onde vinha o grão para alimentar todo este povo? O mármore para revestir e adornar todos os palácios e casas de senadores e nobres? Quantos templos deveriam existir para pedir clemência e proteção e agradecer aos deuses? Onde enterravam-se os mortos? Estas são algumas perguntas que são respondidas com vários sítios arqueológicos que hoje são visitáveis, mas a maioria é extremamente desconhecida pelo grande público que vem à Roma, que vê o Coliseu e acredita ter visto Roma.

Teatro de Óstia Antiga
O antigo e maravilhoso teatro de Óstia!

Com a queda do Império Romano, em 476 d.C., aconteceu o fenômeno do "encastelamento", formação de burgos, ascensão e afirmação da cultura bizantina  que durou até o famoso ano de 1453, a queda de Constantinópoli. Aí estão mais mil anos de construções, edificações de igrejas maravilhosas, torres, burgos, castelos e monastérios.

Porta Settimiana

Com a descoberta do "Novo mundo", a nossa Roma já estava mais do que consolidada como "novo império" e recebe um novo impulso para reformar igrejas e construir novas, com o papa que abria estradas, construía hospitais (isso já desde à Alta Idade Média) e uma vasta nobreza e clero que moravam em palácios fantásticos, decorados luxuosamente.
Abadia beneditina nos arredores de Roma, Farfa

Afrescos do monastério medieval beneditino de Subiaco
 Monastério Beneditino "Santo Speco",  Subiaco

Arquitetura do monastério beneditino de Subiaco
 Monastério Beneditino "Santo Speco",  Subiaco

Isso, para não falar do Renascimento tardio romano e do Barroco, iniciando pela primeira igreja jesuíta construída, a Igreja de Jesus, até à Fontana di Trevi, última obra monumental desta saga que tem 2800 anos e se chama Roma.

Bernini, o "Êxtase de Santa Teresa"
O Êxtase de Santa Teresa, na igreja de Santa Maria della Vittoria

Igreja de Jesus, a primeira construção dos jesuítas

Conhecer Roma como turista é saber reconhecer as fases principais desde à fundação da cidade no alto do Palatino no VIII antes de Cristo, passando pelo pelo Período Imperial (pois o Republicano nos deixou muito pouca coisa, por uma série de razões), Idade Média, Renascimento e Barroco, grosso modo, e para os mais audázes, visitar o bairro criado pelo Mussolini, a EUR.

Isso para não falar dos etruscos, que "ensinaram" aos romanos praticamente tudo o que nós apreciamos nos romanos!!!

Necrópole de Cerveteri
Necrópole Etrusca de Cerveteri

Eu, saindo de uma tumba da Necrópole Etrusca de Cerveteri
 Eu, saindo de uma tumba na Necrópole Etrusca de Cerveteri

Tem gente que vem à Roma e vê o Coliseu e Vaticano e diz que conhece Roma; tem gente que volta 2, 3, 4, 5 vezes para conhecer Roma.
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domingo, 11 de setembro de 2016

Santa Maria in Cosmedin, a igreja da Bocca della Verità

A Igreja de Santa Maria in Cosmedin


A graciosa Santa Maria in Cosmedin, mais conhecida como Bocca della Verità, foi construída sobre um antiquíssimo templo, acusam as suas fundações, com blocos de tufo do rio Aniene. Sobre o templo tinha sido erguido um pequeno oratório, e sobre esta minúscula estrutura foi construída a igreja no ano de 782.

A igreja celebra a missa em ritual grego ficou conhecida como "Kosmidion" ("ornado") pela riqueza da sua decoração. No final do século XIX, a sua fachada que tinha sido adaptada à "moda barroca", foi restaurada e após à remoção dos elementos barrocos, voltou a ter a sua maravilhosa fachada medieval. Seu pórtico medieval com arcadas e prótiro é único na cidade de Roma.


Igreja Bocca della Veritá em Roma

Arquitetura e decoração de Santa Maria in Cosmedin

 O campanário românico é do século XIII e possui sete andares de janelas bíforas e tríforas.
À direita da entrada, vemos um monumento do XIII século, dedicado ao camerlengo do papa Calisto II.

Baldaquino da Igreja Bocca della Veritá em Roma


Capitel da Veritá em Roma

O interior é composto por três naves, dividida por colunas retiradas de monumentos antigos, que dão um charme especial à igreja. No alto da nave central, restos de afrescos dos séculos VIII - XII.

Candelabro pasqual da Igreja Bocca della Veritá em Roma
Fantástico o círio pascal, o baldaquino gótico e o pavimento cosmatesco. Um verdadeiro bombom para os olhos!

A peça principal da "Bocca della Verità"

À esquerda, a ultrafamosa Bocca della Verità. Colocada aqui em idade moderna, criou-se uma lenda segundo a qual o marido ou esposa que inserissem a própria mão no seu interior, mas não fossem fiéis, teriam a mão cortada! Interessante a decoração medieval do portão de entrada, mão de obra românica do Vêneto, do século XI.

Máscara da Igreja Bocca della Veritá em Roma


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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Restaurantinho "por quilo" em Trastevere

Há algum tempo abriu este restaurantinho que assemelha um brasileiro "por quilo" aqui em Trastevere. Demorei um pouco para fazer este post por que a gente nunca sabe se as lojas ou restaurantes vão ter uma vida longa por aqui. Mas o "FOOD FACTORY" veio para ficar. 

Rosticchio, ótima comida feita pelo Alessandro

Os restaurantes que eu mais gosto até este momento foram enumerados neste post aqui: Onze Restaurantes Top em Roma. O Food Factory é para um "morde e fugge", para uma refeição rápida, no meio da sua exploração de Trastevere, quando você não quer comer de novo um sanduíche ou pedaço de pizza. Aqui comemos "comida de verdade", dos risotti, massas, carnes, peixe, verduras, à antipasti típicos, como um bom arancino, ou supplì. Lasagna (muitas vezes têm a opção da lasagna vegetariana), melanzane a parmigiana,  gnocchi - você se serve como num "quilo", mas a qualidade é de restaurante.

Supplì e tortas rústicas


Nesta foto aqui em cima você os famoso supplì e à direita uma "pizza rustica", que é uma massa  tipo folhada com recheio de verduras - nestas "pizzas", normalmente não tem carne. Em geral há muitas opções vegetarianas!

Nesta zona têm muitos escritórios... e quando a mamma não fez lanchinho, onde é que você come igualzinho à sua casa?  Comer em restaurante todos os dias é uma despesa muito cara, então eles comem aqui mesmo, no Rosticchio! A maior parte das pessoas que come aqui é italiana; a maior parte dos estrangeiros passa e acha a proposta do restaurante muito estranha; olham desconfiados e não entram. Mas não sabem o que perdem!

Berlingela à parmigiana, excelente pedida

Como a cozinha é boa demais, "não sobra nada no final do dia",  diz Alessandro, o cozinheiro e proprietário. Então é tudo sempre fresco!

Aconselho chegar cedo, antes das 13h, pois é a hora da pausa dos escritórios e você pode encontrar fila.

Almôndegas, para quem come carne, ótimo tempero

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Restaurante tipo "quilo", Food Factory, comida boa e rápida em Trastevere
Piazza San Cosimato 48/49
Aberto das 10 às 23h - fecha aos domingos